Agronegócio pede avanço no acordo de livre comércio com Coreia do Sul

 

O AgroBrazil, grupo formado por 15 entidades do agronegócio, pediu o avanço nas negociações para um acordo de livre comércio do Mercosul com a Coreia do Sul. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma das entidades que compõem a aliança, também defende as tratativas para o acordo.

Segundo a CNA, apesar de a Coreia do Sul ser o oitavo maior importador de alimentos do mundo, o Brasil ocupa a 11ª posição entre os países que embarcam itens agropecuários para aquele mercado, o que reforça a necessidade de um acordo comercial.

Segundo a Aliança, enquanto a tarifa média sul-coreana é de 13,7%, os bens agrícolas do Brasil enfrentam picos e escaladas tarifárias que chegam a 700% em razão da ausência de um acordo comercial.

Além das tarifas, as entidades alegam que as barreiras não tarifárias, como a falta de certificados sanitários e fitossanitários, são entraves importantes para o acesso dos produtos brasileiros ao mercado coreano.

A próxima rodada de diálogo entre o Mercosul e os coreanos deve acontecer na próxima semana, no Uruguai. Segundo a CNA, a expectativa do Brasil é de que as conversas evoluam.