A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) quer a suspensão da nova tabela de fretes, anunciada pelo governo nesta semana. A entidade protocolou nesta quinta (6), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma medida cautelar para suspender a medida.
Em comunicado, a entidade disse que quer a suspensão da tabela até que seja realizado pelo STF o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5959. O relator do caso é o ministro Luiz Fux, que ainda não definiu data para o julgamento.
Segundo a CNA, a nova tabela traz altas de 3,15% a 6,82% para o frete de cargas geral, granel e frigorificada. Neste ritmo, a Confederação estima um aumento de 30% no custo com o tabelamento em 12 meses.
Ainda de acordo com a Confederação, para um trajeto de Sorriso (MT) até o Porto de Santos (SP), o frete com a primeira tabela do governo, de 30 de maio, subiu 51%. A partir do reajuste, a alta acumulada é de 57% quando há o frete retorno, ou seja, o motorista volta com o caminhão cheio.
Sem o frete de retorno, quando o caminhão volta vazio, a alta passa de 193% na primeira tabela para um aumento acumulado de 204% com os novos preços.