As startups brasileiras de agricultura digital devem olhar o ecossistema de agtechs desenvolvido em Israel como exemplo de trajetória de sucesso. É o que recomenda o mapeamento “Investigação sobre o uso das tecnologias para o Agronegócio no Brasil”, elaborado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

“Se fizermos um comparativo com Israel, que é a maior potência em agtechs do mundo, com cerca de 400 startups de tecnologia agrícola e que movimentou US$ 97 milhões em 2016, o Brasil ainda está longe de se tornar uma referência neste mercado, mesmo com tanta capacidade agrícola, boas condições climáticas e crescimento das safras”, diz o estudo.
O documento destaca que, a despeito do clima desértico e guerras, Israel criou um forte segmento de agtechs impulsionado por acesso ao capital e investimentos em pesquisa. “O país investe 4,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento”, diz Amure Pinho, presidente da Abstartups.
Brasil
A pesquisa da entidade identificou 182 agtechs ativas no Brasil – com 20% delas já faturando mais de R$ 1 milhão por ano -, que oferecem soluções em seis principais áreas:
· Softwares de gerenciamento de fazendas, drones e sensores de Iot (Internet das Coisas);
· Gestão de dados agrícolas e analytics;
· Biomateriais, bioenergia e biotecnologia;
· Plataformas de comercialização;
· Plataformas de rastreabilidade e segurança alimentar;
· Ferramentas de comunicação e interação.
O estudo assinala, ainda, que 69% das agtechs mapeadas atuam com negócios dentro da porteira, 19% depois da porteira e 12% antes da porteira. Entre os desafios para expansão deste mercado, alerta Amure, estão conectividade, capacitação e logística – “já que o Brasil é um país de dimensões continentais”.