Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerram o mês de janeiro de 2020 com quedas de mais de 8%, a maior perda desde 2018, quando registrou desvalorização de quase 15%. O mercado sentiu forte pressão no período dos temores com o coronavírus e melhores condições climáticas para desenvolvimento da safra na América do Sul.
No dia 02 de janeiro deste ano, a oleaginosa negociada na Bolsa de Chicago no vencimento março registrou US$ cents 956.25/bushel e finalizou a sessão de ontem (30) cotada a US$ cents 876.25/bushel. Às 16 h 04 desta sexta-feira (31), mais uma queda era registrada no terminal externo, de 1,75 ponto, a US$ cents 874.50/bushel.
Em grande parte, as perdas da soja na CBOT foram motivadas pelo surto do novo coronavírus na China na virada do ano e que ainda permeia as atenções do mercado. Além disso, as informações de melhores condições climáticas para o desenvolvimento da safra de soja na América do Sul também contribuem para as perdas.
Os últimos dados das autoridades de saúde chinesas anunciados nesta sexta-feira apontam que são 9.692 casos confirmados de pneumonia causada pelo novo coronavírus em mais de 30 regiões provinciais da China até o momento. Mais de 200 pessoas morreram por conta da doença que afeta o país e outros país já registram casos.
Dados levantados pela consultoria DATAGRO mostram que a colheita de soja no Brasil avança lentamente. Até o dia 24 de janeiro, 3,4% da área esperada havia sido colheita, apesar das chuvas que podem impactar os trabalhos no campo, mas beneficiam o desenvolvimento de uma produção que pode ser no país acima 125 milhões de t.