China volta a registrar casos de coronavírus e intensifica inspeções

Após quase dois meses sem novas infecções, a China voltou a registrar 79 casos de coronavírus nos últimos quatro dias, segundo autoridades locais. O novo surto teve origem em um mercado de alimentos da capital Pequim depois que o vírus foi encontrado em uma tábua usada para manipular salmão.

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Com isso, o país informou que irá intensificar as inspeções de carnes e frutos do mar frescos e congelados, incluindo produtos importados, já que o mercado em que o vírus foi encontrado é considerado o maior atacadista de alimentos da Ásia. A Noruega, por exemplo, disse nesta segunda-feira que iria interromper as importações para a China.

O mercado teme atrasos com a intensificação dos controles na China, já que o país é o maior comprador de carne do mundo. Além disso, supermercados que já tinham salmão em suas prateleiras retiraram o produto no final de semana e testes em massa serão feitos em diversas províncias do país, segundo a imprensa internacional.

Xu Ying, autoridade de Pequim disse em coletiva de imprensa que 7.200 bairros e quase 100 mil agentes de controle epidemiológico entraram no “campo de batalha”, em referência aos isolamentos e testes em massa que serão realizados na população.

O mercado financeiro e de commodities reflete os temores com a demora na recuperação econômica global após esse novo surto de coronavírus na China, além dos casos recentes em estados norte-americanos que flexibilizaram o isolamento social, de o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, afirmar que mesmo com o aumento do contágio não há chances de um novo “lockdown” no país.

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