Plano Safra 2020/21 é lançado em recorde de R$ 236,3 bi e queda de juros

O Plano Safra 2020/21 foi lançado na tarde desta quarta-feira (17) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com recorde de crédito rural de R$ 236,30 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Os juros nos programas de custeio variam de 2,75% a 6%.

Do total anunciado, R$ 179,38 bilhões serão destinados para custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada), além dos R$ 56,92 bilhões para investimento (aumento de 6,6%). Na questão dos juros, dos mais de R$ 236 bilhões destinados, R$ 154,3 bilhões serão de juros controlados e R$ 82 bilhões de juros livres.

Para custeio e comercialização, o Plano Safra 2020/21 estabeleceu taxas de juros entre 2,75% e 4% ao ano para produtores dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de 5% ao ano para os pequenos e médios produtores e de 6% aos demais. As taxas ficaram menores do que as de 2019/20.

Nos programas de investimento, os juros variam entre 4,5% e 7%. “Isso representa um grande esforço do governo para propiciar aos agricultores capital para tocar suas atividades e para o consumidor urbano significa garantia de que os alimentos continuarão chegando”, disse na coletiva o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio.

O valor destinado para subvenção de seguro rural em 2021 foi anunciado em recorde de R$ 1,3 bilhão. Neste ano de 2020, o orçamento foi de R$ 1 bilhão. Além disso, uma das novidades, segundo Sampaio, é que os setores de algodão e cana-de-açúcar terão acesso aos recursos do Plano Safra em apoio à comercialização por conta dos reflexos da pandemia acentuado nessas áreas.

>> Confira a apresentação completa dos números do Plano Safra 2020/2021