Às 13 h 45 (horário de Brasília), desta quinta-feira (25), o contrato de julho do milho operava com desvalorização de 8,00 pontos e 2,45% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ cents 316.25/bushel. Enquanto o setembro recuava 7,25 pontos e 2,22%, a US$ cents 319.75/bushel.
Os preços aprofundaram as perdas da véspera com preocupações sobre a crescente disseminação do coronavírus e possível segunda onda nos Estados Unidos, China e Coreia do Sul. O mercado teme que a recuperação financeira global e demanda pelo cereal seja prejudicada com um novo possível fechamento das atividades econômicas.
A DATAGRO Consultoria constatou que o percentual de infecções do COVID-19 permaneceu em 2% entre os dias 23 e 24 de junho e os óbitos em 1% desde o dia 17. Entretanto, a taxa de mortalidade global passou de 5,12% para 5,08%.
Além disso, as chuvas favoráveis às lavouras dos Estados Unidos seguem no radar. A maior competitividade do etanol norte-americano sobre o petróleo WTI cotado na Bolsa de Nova York que registra ganhos nesta tarde com movimentação técnica também colabora com o dia, após queda expressiva da commodity na véspera.
Em aspecto levemente neutro aos preços, os registros semanais de exportação dos EUA totalizaram 462 mil toneladas do cereal até 18 de junho, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês). Embora, tenha avançado 29% sobre as 358 mil t da semana anterior e 47% acima da média de 314 mil t, o volume foi considerado modesto pelo mercado.
A safra 2020/21 registrou 77 mil t, uma queda de 33% sobre as 115 mil toneladas na semana anterior.