Às 12 h 03 (horário de Brasília) desta terça-feira (30), o milho no contrato de julho na Bolsa de Chicago subia 0,75 ponto e 0,23%, a US$ cents 327.00/bushel. O setembro avançava 0,50 ponto e 0,15%, a US$ cents 329.25/bushel. Os contratos com vencimentos mais longos variavam entre estabilidade, leves baixas e altas.
Os futuros do milho registram forte volatilidade nesta sessão diurna na CBOT e buscam direcionamento repercutindo as recentes divulgações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) e à espera do anúncio da área plantada norte-americana na safra 2020/21 nesta tarde.
O relatório de embarques semanais dos EUA, divulgado na véspera, veio abaixo da média, com 1,23 milhão de toneladas até a semana do dia 25 de junho, segundo o USDA. Queda de 5% sobre a semana passada, mas dentro da expectativa do mercado, e 7% abaixo da média semanal necessária para totalizar a safra.
Além disso, as lavouras do cereal consideradas boas/excelentes representavam 73% até o dia 28 de junho ante 72% na semana anterior, as regulares atingiam 24% e ruim/muito ruim representavam 5%. Ainda como fator de alta, os investidores ainda estão reagindo à crescente demanda por combustíveis, favorecendo o etanol de milho dos EUA.
O mercado espera ainda para esta terça-feira o relatório da safra 2020/21 e estoques trimestrais e de área, com expectativa de retração na área plantada nos EUA.
Por outro lado, os novos embates políticos entre China e Estados Unidos podem minar o comércio entre os países após promulgação da lei de segurança nacional para Hong Kong nesta terça-feira. Além disso, a queda do petróleo no dia deixa o mercado em atenção, pois pode voltar a ameaçar a competitividade do etanol.