Previsão de chuvas de irregulares e altas temperaturas nos EUA movimentam mercado neste início de semana

A previsão do tempo para os próximos dias no cinturão agrícola do Meio-Oeste dos Estados Unidos mostra volumes moderados a baixos de chuvas na maior parte das áreas e irregularidade nos estados. Além disso, há preocupações com as altas temperaturas que já são registradas e podem provocar a perda de produtividade em algumas regiões.

No período de 06 e 14 de julho, a previsão de precipitação acumulada é bastante irregular para o Meio-Oeste, com predomínio de chuvas de baixa a moderada intensidade, entre 0 polegada (inch em inglês e abreviação in) e 1 in (ou 25,4 milímetros). O melhor cenário no cinturão é previsto para Minnesota com até 4 in (101,6 mm).

Os mapas são do Centro de Estudos Oceano-Terra-Atmosfera (COLA, na sigla em inglês), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, sigla em inglês). Ainda segundo as previsões da instituição norte-americana, a irregularidade deve persistir entre os dias 14 e 22 de julho e os volumes de chuva ficam até menores.

Veja o mapa com a previsão de precipitação acumulada para os EUA nos próximos dias:

Fonte: Centro de Estudos Oceano-Terra-Atmosfera (COLA)

Apesar de registros de chuva nos próximos dias, as altas temperaturas também preocupam, pois aceleram a evapotranspiração. O mapa do NOAA que mostra a anormalidade das temperaturas de 6 a 10 dias (até 11 e 15 de julho), atualizado em 05 de julho, aponta que as temperaturas no Meio-Oeste dos EUA devem ficar entre 40% e 60% acima do esperado.

Veja o mapa com a anormalidade das temperaturas nos EUA nos próximos dias:

 Fonte: Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA)

Climatologicamente, as temperaturas mais altas ocorrem, normalmente, entre a segunda ou terceira semana de julho em grande parte do cinturão agrícola norte-americano, mas devem ter antecipação neste ano.

O mercado está atento para estas previsões, já que a safra 2020/21 de soja norte-americana está em emergência e início floração e o milho deve entrar em polinização no país. O novo foco de atenção nesta semana soma-se com a divulgação nos últimos dias de área plantada dos grãos menor que o esperado nos EUA.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) divulga ainda nesta segunda-feira (06) o relatório atualizado de estágios e condições das lavouras norte-americanas na última semana. Os relatos de produtores para agências é de que as altas temperaturas já ocorriam, mas as condições até o momento são favoráveis.

O índice de umidade no solo considerado adequado em áreas de soja nos EUA atingiu 65% até 28 de junho ante 59% na semana anterior. As áreas com umidade excessiva atingiam 7% e insuficientes ficaram em 28%. As lavouras norte-americanas da oleaginosa em condições boas/excelentes representavam 71%, regular atingiam 24% e ruim/muito ruim representavam 5%.

No milho norte-americano, o índice de umidade do solo considerado adequado subiu para 65% das áreas até o dia 28 de junho, com umidade excessiva totalizaram 7% e 28% tinham índice insuficiente. As lavouras em condições boas/excelentes representavam 73%, regular atingiam 22% e ruim/muito ruim representavam 5%.

Acompanhando as preocupações com o clima seco e quente em partes do cinturão de grãos dos EUA, os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) testaram máximas de quatro meses nesta segunda-feira, retomando os US$ 9 por bushel, o milho também tinha suporte climático.