Às 14 h 03 (horário de Brasília), desta sexta-feira (10), o milho cotado na Bolsa Brasileira operava com perdas de 0,40 ponto no contrato de setembro e 0,82%, negociado a R$ 48,30/saca. Enquanto o novembro recuava 0,36 ponto e 0,72%, a R$ 49,80/saca.
Os preços repercutem o relatório de oferta e demanda do pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) com dados atualizados para o país e para as lavouras brasileiras.
Para a safra 2019/20 do Brasil, a produção foi apontada em 101 milhões de toneladas, maior que o mercado esperava, mas 0,6% menor do que o apontado no relatório anterior.
Os movimentos técnicos de realização nos lucros depois da valorização expressiva de mais de 1% na véspera também colaboram com a sessão.
O mercado acompanha o alerta do o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de que uma massa de ar seco deve predominar sobre o Centro-Sul do Brasil nesta sexta-feira, o que favoreceria a colheita da safrinha, apesar de geadas no interior do Rio Grande do Sul até o sul do Paraná.
Enquanto isso, na Bolsa de Chicago, a soja registrava perdas de 8,50 pontos e 9,25 pontos do milho, apesar da informação de que a produção da safra 2020/21 de milho dos Estados Unidos foi apontada em 381,02 milhões de t pelo USDA. O resultado ficou 0,2% abaixo da expectativa do mercado de 382 milhões de t e 6% menor do que o dado anterior de 406,29. Os estoques finais da safra 2019/20 foram atualizados para 57,10 milhões de t, 1% menor do que o esperado de 57,70 milhões de t.