Às 12 h 12 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), o milho na Bolsa de Chicago perdia 0,75 ponto e 0,23%, a US$ cents 329.50/bushel no contrato de setembro e recuava 0,50 ponto e 0,15% no dezembro, a US$ cents 337.00/bushel. Os contratos de vencimento mais diante oscilavam com entre leves perdas e altas.
Os futuros do milho são negociados nesta sessão em campo misto com o mercado digerindo os recentes relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), além de venda recorde do cereal para a China reportada nesta manhã.
Como fator de suporte, o USDA apontou que as lavouras do cereal norte-americano em condições boas/excelentes caíram para 69% até o dia 12, ante 71% na semana anterior. As áreas regulares atingiram 23% e, ruim/muito ruim, 8%, apesar das previsões mais otimistas para o desenvolvimento da safra.
Além disso, hoje, o USDA reportou a venda recorde de 1,76 milhão de toneladas de milho para a China na temporada 2020/21. O volume supera a maior compra registrada até então, de dezembro de 1994, totalizando 1,45 milhão de t. Na semana passada, foram 1,36 milhão de t do cereal.
Por outro lado, a pressão vem com divulgação de embarques semanais de 903 mil toneladas de milho embarcadas até o dia 09 nos EUA, sendo 12% abaixo da semana passada (1,03 milhão de t). O resultado também ficou 35% abaixo da média semanal de 1,41 milhão de t necessária para totalizar a safra.
O milho também tem forte influência na demanda por energia. Dessa forma, os negociadores estão atentos neste início de semana às quedas do petróleo, influenciadas pelo crescente número de casos de coronavírus no país, principalmente no estado da Califórnia.