Às 12 h 21 (horário de Brasília) desta segunda-feira (20), o milho na Bolsa de Chicago despencava 5,25 pontos e 1,58%, a US$ cents 327.75/bushel no contrato de setembro e recuava 5,00 pontos e 1,47% no dezembro, a US$ cents 334.75/bushel.
O milho continua em campo negativo na CBOT devido às incertezas oriundas do setor energético dos EUA após aumento de casos de coronavírus em estados do país. Essa situação mina os ganhos do petróleo e afeta a competitividade do etanol. Além disso, há pressão adicional do trigo que cai mais de 2% na CBOT.
O petróleo WTI continua em ritmo de baixa, apesar de seguir próximo de US$ 40/barril. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, sigla em inglês) estima volume de milho destinado à produção de etanol na temporada 2020/21 em 132,09 milhões de toneladas, fatia representativa da produção no país.
Neste mês de julho, pelo menos 14 estados registraram hospitalizações recordes por conta do coronavírus, apesar de queda recente nas hospitalizações em algumas cidades, podendo ser pontual. No domingo (19), o estado da Flórida registrou 12 mil novos casos confirmados. Texas e Califórnia continuam sendo regiões amplamente monitoradas.
As autoridades de saúde se preocupam com aumento de casos no outono e inverno. Além disso, as previsões climáticas favoráveis nas áreas agrícolas dos EUA ajudam a pressionar os futuros neste início de semana. O boletim de estágios e condições das lavouras será divulgado nesta segunda-feira, assim como os embarques semanais pelo USDA.