Milho tem queda expressiva no pregão diurno da CBOT

Às 12 h 13 (horário de Brasília) desta terça-feira (21), o milho na Bolsa de Chicago perdia 4,75 pontos e 1,45%, a US$ cents 323.50/bushel no contrato de setembro e recuava 4,50 pontos e 1,34% no dezembro, a US$ cents 331.25/bushel.

Os futuros do milho continuam repercutindo a previsão de chuvas em áreas produtoras de grãos dos Estados Unidos pelos próximos dias. Além disso, o relatório de estágios e condições das lavouras do país divulgado na véspera pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) apontou que as plantações boas/excelentes seguiram em 69% até dia 19.

As áreas em situação regular atingiam 23% e ruim/muito ruim representavam 8%. O fraco relatório de embarques da véspera também contribui para as perdas, com 1,15 milhão de toneladas até o dia 16 de julho, volume 21% menor do que a média semanal de 1,46 milhão de t para totalizar a safra atual, segundo o USDA.

Os temores com uma possível nova onda de infecções nos EUA também pesam nas negociações com as recentes notícias sobre alta expressiva de casos na Flórida. Os estados do Texas e da Califórnia continuam sendo monitorados. A cidade de Chicago, em Illinois, proibiu novamente bares e outros estabelecimentos de abrir.

As altas nas negociações do petróleo nesta terça-feira não estão sendo suficientes para reduzirem as perdas do milho. Os investidores do setor esperam o novo relatório do Instituto Americano do Petróleo (API, sigla em inglês) a fim de avaliar a demanda por energia e os impactos das infecções.

Entretanto, segundo as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) apuradas pela DATAGRO, até dia 20 de julho, a taxa de mortalidade global continua em queda, indo de 4,16% no domingo (19) para 4,13% ontem (20)

Por outro lado, o USDA informou nesta terça-feira a venda de 207,88 mil toneladas de milho para destinos não revelados nos anos comercial 2019/20 e 2020/21.