Milho opera em queda expressiva nesta tarde na CBOT

Às 13 h 39 (horário de Brasília), desta terça-feira (21), o contrato de setembro do milho operava com queda de 7,75 pontos e 1,68% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ cents 322.50/bushel. Enquanto o dezembro caía 4,75 pontos e 1,41%, a US$ cents 331.00/bushel.

Os contratos refletem a desvalorização 6,50 pontos na soja e previsão de chuvas nas áreas de desenvolvimento do milho dos Estados Unidos pelos próximos dias. Além do movimento baixista da véspera com os embarques da última semana 21% menores do que a média semanal necessária para totalizar a safra atual do cereal.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês) também apontou mais cedo que as condições das lavouras do país em boas/excelentes foram mantidas em 69% até dia 19.
As áreas em situação regular atingiam 23% e ruim/muito ruim representavam 8%.

Além disso, o crescimento exponencial da contaminação do coronavírus em quase todos os Estados Unidos ainda preocupa o mercado, com possibilidade de novo isolamento social nacional e impactos econômicos mais profundos. Apesar da DATAGRO Consultoria constatar uma estabilidade no percentual de variação diário de 1% nos óbitos de COVID-19 no mundo desde o dia 01 de junho e queda de 2% para 1% nas infecções entre o dia 19 e 20 de julho.

Nem a valorização de mais de 2% nos futuros do petróleo WTI negociado na Bolsa de Nova York, que aumenta a competitividade do etanol de milho norte-americano, dá suporte ao mercado do cereal na CBOT.

Além disso, também como fator de alta, o USDA informou hoje que uma venda de 207,88 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos foi realizada nesta manhã, com envios durante as temporadas 2019/20 e 2020/21.