Às 12 h 07 (horário de Brasília) desta quinta-feira (23), o milho na Bolsa de Chicago perdia 1,50 ponto e 0,46%, a US$ cents 326.00/bushel no contrato de setembro e recuava 1,50 ponto e 0,45% no dezembro, a US$ cents 333.25/bushel.
O cereal repercute as informações climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra norte-americana, além de pressão adicional com a queda do trigo e do financeiro, com recuo no petróleo. As previsões para os próximos dias seguem apontando chuvas no Meio-Oeste norte-americano, além de mudança nas tendências climáticas, com temperaturas mais baixas.
Por outro lado, o novo relatório de registro semanal de exportação divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), até 16 de julho, trouxe 2,55 milhões de toneladas de milho vendidas, o maior nível desde março de 2018. Foram 221 mil toneladas do cereal da safra 2019/20. Uma queda de 77,47% ante a semana anterior (981 mil t) e 4% abaixo da média semanal de 230 mil t.
Por outro lado, na safra 2020/21, os registros totalizaram 2,33 milhões de t ante 655 mil toneladas na semana anterior, com avanço de mais de 250%, e cerca de 155% acima da média semanal de 902 mil t, repercutindo as vendas expressivas da última semana, inclusive, com recorde diário para o cereal, segundo o USDA.
Do lado negativo, seguem as tensões no campo diplomático entre China e EUA com temores do mercado de impactos no cumprimento do acordo comercial firmado entre os países. Além disso, os casos de coronavírus em estados norte-americanos, principalmente Califórnia, Texas e Flórida, continuam registrando avanço.
Segundo as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) analisadas pela DATAGRO, até dia 22 de julho, o crescimento diário global de casos e óbitos se manteve em 2% e 1%, respectivamente, com 15.365.711 casos e 629.358 de óbitos. A taxa de mortalidade caiu de 4,12% para 4,10% ontem.