A China deve dobrar sua demanda por produtos agrícolas até 2050, segundo o ministro-conselheiro Qu Yuhui, da Embaixada da China no Brasil, em live promovida pelo Conselho Empresarial Brasil-China nesta quinta-feira (23).
Antes disso, até 2027, a importação de carne bovina pelo gigante asiático deve atingir 8 milhões de toneladas. No ano passado, o país importou 1,67 milhão de t de carne bovina, segundo o Departamento de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês). Atualmente, cerca de 30% das importações do país são de origem brasileira, com potencial de crescimento nesse esperado.
No mês de junho deste ano, as importações de carne bovina pela China, incluindo miudezas, totalizaram 180 mil toneladas, alta de 31,2% sobre o mesmo mês de 2019. As de carne suína, com miúdos, saltaram 102,5%, para 540 mil toneladas. Para os próximos meses, o mercado espera volumes menores com inspeções reforçadas no país pelo coronavírus e suspensões.
O ministro-conselheiro disse ainda que a questão envolvendo os frigoríficos brasileiros suspensos de exportar para a China é temporária e de precaução, já que ainda não está clara a transmissão por embalagens ou produtos. “Como há outros 102 frigoríficos habilitados, não acredito que haverá grande impacto para o comércio entre China e Brasil”, disse Qu Yuhui.
Ainda segundo ele, a crescente demanda chinesa não pode ser impactada por eventuais questões ambientais no Brasil, já que o país tem condições de aumentar a rastreabilidade na produção.