Empresas de processamento de carne, incluindo importadores, tiveram diretrizes de controle publicadas nesta quinta-feira (23) pela China em decorrência do coronavírus, através da Comissão Nacional de Saúde. A decisão ocorre após surtos em várias unidades frigoríficas pelo mundo, suspensões chinesas de empresas na exportação e inspeções severas em cargas que chegam ao país.
A partir de agora, as carnes importadas pela China devem ter certificados para testes de ácido nucleico para o coronavírus, registro de inspeção e outros documentos detalhados pela entidade sanitária antes de serem processadas no país. Além disso, deve-se estabelecer um mecanismo de rastreabilidade dos produtos comprados no mundo.
Medidas de higiene para as origens produtoras também foram divulgadas. “Os locais de trabalho, incluindo abate, corte, armazenamento e acondicionamento de carne, são principalmente ambientes fechados e povoados, com baixa temperatura, onde o risco de propagação do vírus é bastante alto”, disse a autoridade chinesa em comunicado online.
Enquanto isso, no Brasil, importante exportador para a China, o Itamaraty foi informado, através da embaixada em Pequim, que o gigante asiático quer risco zero de contaminação nas exportações de carne, segundo documento divulgado nesta tarde.