Milho opera com recuo expressivo no pregão diurno da CBOT

Às 11 h 51 (horário de Brasília) desta terça-feira (28), o milho na Bolsa de Chicago recuava 4,50 pontos e 1,38%, a US$ cents 320.50/bushel no contrato de setembro. O dezembro recuava 5,00 pontos e 1,49% a US$ cents 329.50/bushel.

Os futuros do milho também estão refletindo neste pregão diurno os efeitos da previsão climática favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas, com chuvas para as áreas agrícolas do país pelos próximos dias e temperaturas dentro da normalidade.

Além disso, as lavouras de milho dos Estados Unidos em condições boas/excelentes subiram para 72% até o dia 26 de julho, sobre 69% na semana anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) no dia anterior.

Os embarques do cereal na semana até dia 23 de julho também foram considerados fracos, atingiram 797 mil toneladas, de acordo com o USDA, ficando 50% menores do que a média semanal de 1,58 milhão de t necessária para totalizar a safra. No comparativo semanal, ficou 32% menor.

Mais do que a soja, os futuros do milho também são fortemente influenciados pelo aumento dos casos de coronavírus nos EUA devido ao seu uso no setor de energia com etanol. O petróleo recua forte nesta tarde com casos subindo nos estados da Califórnia, Flórida, Texas, Arizona, Kansas e Oklahoma.

Apesar disso, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) analisados pela DATAGRO, até o dia 27 de julho, mostram que a taxa de mortalidade global continua em queda de 3,97% para 3,94%.

Para hoje, é esperado o novo relatório do Instituto Americano do Petróleo (API, sigla em inglês) a fim de avaliar a retomada das atividades econômicas em meio às novas infecções e impactos na demanda por energia.