No fechamento, às 18 h 19 (horário de Brasília), desta segunda-feira (10), o contrato spot do WTI registrava valorização de 1,75% e era negociado a US$ 41.94/barril na Bolsa de Nova York.
O dia foi marcado pelo movimento técnico de ajustes nas posições depois da desvalorização nos últimos dois pregões, expectativas de recuperação da economia e demanda global.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China subiu a 52,8 no mês passado, sobre 51,2 em junho, alimentando o otimismo econômico global. O resultado é considerado o terceiro mês seguido de crescimento e o maior salto desde janeiro de 2011.
Além disso, o executivo-chefe da Saudi Aramco, Amin Nasser, anunciou neste final de semana projeções positivas para a demanda, “espero que ela volte a subir ao longo do ano”. Apesar de uma queda de 73% nos lucros da companhia no segundo trimestre deste ano.
O Iraque também informou que deve reduzir sua produção de petróleo em mais de 400 mil barris por dia (bpd) entre agosto e setembro para compensar o relaxamento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+). Enquanto a Noruega reduzirá sua produção em até 231 mil bpd em setembro e fará parte da aliança para evitar o excesso de petróleo no mundo.
Por outro lado, o mercado teme as tensões estabelecidas entre os Estados Unidos e a China nas últimas semanas. O gigante asiático anunciou que irá aplicar sansões contra 11 cidadãos americanos, incluindo senadores republicanos e organizações não governamentais.
Também não há notícias significativas sobre as negociações do novo pacote de estímulo à economia dos EUA no Congresso. Mas o presidente, Donald Trump, assinou neste sábado (08) um decreto executivo que concede aos americanos desempregados uma ajuda de 400 dólares semanais para aliviar as dificuldades enfrentadas pelo coronavírus, visto que o país segue como o epicentro da pandemia.