No fechamento, às 18 h 21 (horário de Brasília), desta quarta-feira (12), o contrato spot do WTI registrava ganhos 2,55% e era negociado a US$ 42.67/barril na Bolsa de Nova York.
O dia foi impulsionado pelo anúncio da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês) de que os estoques dos Estados Unidos caíram 4,5 milhões de barris na semana até dia 07 de agosto, bem acima da queda de 2,9 milhões de barris esperada pelos analistas. Ontem (11), os estoques do combustível foram apontados pelo Instituto Americano de Petróleo (API, em inglês) em queda de 4,401 milhões de barris no mesmo período.
Os movimentos técnicos de ajustes nas posições também colaboraram com os ganhos da commodity depois da desvalorização moderada na véspera.
Além disso, há expectativas de recuperação da economia global e, consequentemente, demanda mais rápida do que o previsto com sinais de desaceleração do coronavírus e anúncio do registro da primeira vacina para a doença na véspera pela Rússia. Apesar das preocupações com a previsão do EIA de queda de 8% na demanda por petróleo neste ano.
Atenção também para a reunião dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+) no 18 de agosto para revisão da estratégia de cortes de produção que passou de 9,7 para 7,7 milhões de barris no início deste mês.
Em aspecto negativo, o mercado aguarda a conclusão das negociações dos estímulos para a economia dos EUA. O Reino Unido também registrou uma queda recorde de 20,4% no segundo trimestre deste ano, entrando oficialmente em recessão e ampliando as incertezas de forma negativa aos preços.