Milho salta neste pregão diurno da CBOT

Às 12 h 05 (horário de Brasília) desta terça-feira (25), o milho na Bolsa de Chicago subia 7,25 pontos e 2,11%, a US$ cents 339.00/bushel no contrato de setembro. O dezembro avançava 8,25 pontos e 2,39%, a US$ cents 353.25/bushel.

Os futuros do milho operam em alta expressiva com piora na condição das lavouras norte-americanas, como consequência da última semana mais seca no Meio-Oeste do país. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) apontou que as lavouras em condições boas/excelentes caíram para 64% até dia 23, ante 69% na semana anterior.

As áreas com condição regular atingiam 24% e ruim/muito ruim representavam 12%. Além disso, o mercado ainda assimila as possíveis perdas no estado de Iowa, maior produtor do cereal nos EUA, com uma forte tempestade na semana do dia 10, e o início da temporada de furacões também segue no radar do mercado.

O USDA também divulgou hoje a venda de 408 mil toneladas de milho para a China referente ao ano comercial de 2020/21. E mais 100 mil t para o Japão no mesmo período.

Assim como em Wall Street, as negociações em Chicago também repercutem o novo passo das relações comerciais entre EUA e China, mas que, apesar de reafirmar compromisso da “fase 1” do acordo comercial, ainda há diversas divergências entre os países.

Em viés negativo, as previsões de retorno das chuvas, ainda que irregulares, nesta semana para lavouras do Meio-Oeste dos EUA também seguem no radar dos negociadores da Bolsa de Chicago.