Às 12 h 48 (horário de Brasília) desta quinta-feira (27), o milho na Bolsa de Chicago avançava 3,25 pontos e 0,95%, a US$ cents 344.00/bushel no contrato de setembro. O dezembro subia 4,25 pontos e 1,20% a US$ cents 358.50/bushel.
Os futuros do milho seguem o ritmo de alta da soja nesta sessão diurna refletindo a forte demanda chinesa aquecida pelos produtos agrícolas dos EUA, após a sinalização de abrandamento das relações entre os países e a manutenção do acordo comercial “fase 1”.
Há pouco, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) informou a venda de 747 mil toneladas de milho para a China referente ao ano comercial 2020/21. Em complemento, foram comercializadas também 140 mil t do cereal para destinos desconhecidos do mesmo período.
Apesar do retorno de chuvas ao Meio-Oeste dos Estados Unidos nesta semana e indicação para os próximos dias, o mercado considera que os volumes ainda são insuficientes para repor o déficit hídrico após tempo seco na última semana e impacto na condição das lavouras de soja e milho norte-americanas.
Também como fator de suporte, o registro semanal de exportação do milho divulgado hoje da safra 2020/21 dos EUA totalizou 1,18 milhão de toneladas até dia 20 de agosto. Isso representa um salto de 63,21% sobre a semana anterior, que fechou em 723 mil t, informou o USDA.
Para alívio do mercado, no período, houve vendas totais de 666 mil t para a China. Da safra 2019/20 foram registradas 270 mil t sobre 62 mil t vendidas na semana anterior. A projeção total de 45,59 milhões de t na temporada está próxima de ser atingida, com acumulado de 44,49 milhões de t até o momento.
Somando as duas safras, foram registradas 1,45 milhão de t sobre 785 mil t no relatório anterior.