O acordo de reestruturação da dívida da Argentina deve receber apoio considerável de credores quando o governo divulgar os resultados da licitação nesta segunda-feira (31), embora ainda permeiem dúvidas sobre duas séries de títulos individuais, informa a “Agência Brasil.”
O governo apresentará o resultado do acordo nesta tarde depois de meses de negociações tensas, prazos prorrogados e modificações em sua oferta que, enfim, ajudaram a Argentina a chegar a um acordo com a maioria dos credores.
Um acordo forte é a chave para a Argentina, a terceira maior economia da América Latina e uma grande produtora de grãos, sair da inadimplência e reanimar uma economia que está em seu terceiro ano de uma profunda recessão e deve recuar cerca de 12,5% este ano.
A possibilidade de que cláusulas de ação coletiva não sejam alcançadas em alguns títulos aumenta a possibilidade de resistência dos credores, embora não se espere que essas cláusulas representem uma parte significativa do montante total da dívida ou que elas afetem o acordo mais amplo.
Coronavírus
A pandemia do coronavírus, que já vem afetando todas as econômicas globais, é mais um fator de insegurança para a economia da Argentina. Um novo acordo com os credores pode desafogar as contas e preocupações fiscais do mercado em meios aos impactos do vírus.
Até esta tarde, a Argentina contabilizava mais de 400 mil casos e 8.400 óbitos, apontam as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) apuradas pela DATAGRO.