Às 16 h 03 (horário de Brasília), desta quinta-feira (10), o Ibovespa na Bolsa Brasileira (B3) registrava perdas de 1,73% e era cotado a 99.549 pontos.
O indicador acompanha a desvalorização de mais de 2% dos mercados externos, principalmente do Índice Dow Jones Industrial Average e petróleo WTI, negociado na Bolsa de Nova York, que também afundava mais de 2%.
Além disso, o mercado aguarda por informações mais significativas sobre as consequências das recentes tensões estabelecidas entre os Estados Unidos e a China nos últimos dias.
O Banco Central Europeu (BCE) também anunciou hoje que o programa de compra de títulos por causa da pandemia deve continuar até junho de 2021, em 1,35 trilhão de euros. A entidade também manteve sua taxa básica de juros em 2% ou menos, até que a meta de inflação seja atingida.
Já em aspecto positivo, o número de pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos totalizou 884 mil na semana encerrada em 5 de setembro, em linha com as 846 mil solicitações previstas na última semana.
No cenário interno, há assimilação da informação de que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) do Brasil acelerou para 4,41% na primeira prévia de setembro, maior nível em 26 anos. No mesmo período do ano anterior, subiu 1,46%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A desvalorização de mais de 3% nas ações da Petrobras, 2,43% na Vale e 2,78% no banco Bradesco também repercutiam na sessão.
Apesar disso, as vendas do varejo brasileiro em julho subiram 5,2% na comparação com junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).