O dólar comercial subia 0,73% nesta quarta-feira (23), a R$ 5,5090, às 10 h 40 (horário de Brasília). O Ptax avançava 1,34%, a R$ 5.5059.
No fechamento de terça-feira (22), a moeda subiu 1,32%, cotada a R$ 5.4690. O Ptax perdeu 0,20%, a R$ 5,4329.
O dólar comercial volta a ser negociado acima de R$ 5,50 repercutindo os temores de uma chamada segunda onda de coronavírus na Europa, o que pode ocasionar novos lockdowns a fim de barrar uma proliferação parecida com a da primeira onda.
Vale lembrar que, naquele período, Espanha e Itália foram destaque das manchetes internacionais devido ao alto número de óbitos diários, principalmente de idosos, grupo mais vulnerável da COVID-19 no continente.
De acordo com as informações da Organização da Saúde (OMS) compiladas pela DATAGRO, até dia 22 de setembro, o número de casos e óbitos em âmbito global já ultrapassava os 31 milhões e 977 mil, respectivamente. A taxa de mortalidade está em 3,07%, ainda em queda.
Outra sinalização para o temor ao risco dos investidores foi o discurso do presidente do Federal Reserve (FEC, banco central dos EUA), Jerome Powell, de um “caminho incerto em função da pandemia, apesar da melhora acentuada nos últimos indicadores financeiros”.
No cenário interno, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado pelo mercado uma prévia para a inflação, acelerou 0,45% em setembro, sendo fortemente influenciado pelo setor de alimentos e bebidas.
Há ainda a preocupação com a manutenção da taxa Selic em 2%, cenário reforçado pela ata do Copom.