No fechamento, às 17 h 55 (horário de Brasília) desta quarta-feira (30), o dólar comercial registrou perdas de 0,37% e foi negociado a R$ 5,6190. Enquanto o Ptax caiu 0,21%, a R$ 5,6407.
O dia foi marcado pelo aumento no apetite por risco do mercado depois que a econômica norte-americana apresentou sinais de recuperação ainda em meio à pandemia. Apesar do primeiro debate presidencial de 2020 nos EUA de ontem (29) ter sido considerado confuso.
O Relatório Nacional de Empregos atualizado hoje pela ADP apontou que 749 mil trabalhadores foram contratados no setor privado em setembro, um salto de 56% sobre agosto. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentou um declínio de 31,4% no segundo trimestre deste ano, segundo o Departamento de Comércio. Apesar da queda acentuada, o percentual é melhor que a estimativa inicial de 34,1%.
Em aspecto positivo ao dólar, ainda há preocupações voltadas para a nova onda de crescimento da contaminação do COVID-19 na Europa e medidas de restrição social. O Reino Unido informou que 7.143 novos casos da doença foram contabilizados na terça-feira, maior registro até agora.
No cenário interno, o lado negativo foi influenciado pelos movimentos técnicos de realização nos lucros após ganhos nos últimos dias e no início do dia.
Além disso, o Banco Central (BC) iniciou hoje a rolagem de 130.890 contratos de swap cambial com vencimento em 3 de novembro de 2020, totalizando US$ 6,5 bilhões.
Por outro lado, há atenção para a taxa de desemprego no Brasil que subiu para o nível recorde de 13,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 13,13 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua).