Às 13 h 03 (horário de Brasília), desta segunda-feira (05), o contrato de novembro da soja recuava 3,75 pontos e 0,37% na Bolsa de Chicago (CBOT), negociado a US$ cents 1017.00/bushel. O janeiro caía 4,00 pontos e 0,39%, a US$ cents 1020.75/bushel.
A sessão segue acompanhando o movimento baixista da sexta-feira (02) e preocupações do mercado com a demanda da China pela oleaginosa dos EUA.
Ainda hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) não reportou vendas acima de 100 mil toneladas para o gigante asiático, assim como na semana passada. Aumentando assim, os temores com o possível descumprimento do acordo comercial assinado entre as nações em 15 de janeiro deste ano.
O secretário de agricultura dos EUA, Sonny Perdue, também disse na semana passada que não tem certeza se a China conseguirá cumprir os compromissos anuais para os produtos agrícolas no acordo comercial.
Além disso, a previsão climática do Centro de Previsão Meteorológica (WPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, sigla em inglês) também segue no radar. O clima seco e quente deve predominar nas lavoras do Meio-Oeste dos EUA pelos próximos dias, podendo favorecer os trabalhos de colheita da soja.
Em relação à pandemia, a nova onda de contaminação do coronavírus nos países da Europa e continuidade dos casos nos EUA e Índia ainda preocupam. O presidente Donald Trump e sua esposa, Melania, contraíram COVID-19 e estão em isolamento desde a sexta-feira (02).
Já em aspecto positivo aos vencimentos na CBOT, o USDA informou hoje que os embarques da soja norte-américa atingiram 1,67 milhão de toneladas até 1º de outubro, uma alta de 28% sobre as 1,30 milhão de t na semana anterior. O resultado também ficou aproximadamente 52% acima da média semanal de 1,09 milhão de t.