No fechamento às 15 h 30 (horário de Brasília), desta terça-feira (06), o contrato de novembro registrou ganhos de 22,50 pontos e 2,20% na Bolsa de Chicago (CBOT), negociado a US$ cents 1044.00/bushel. O janeiro subiu 20,50 pontos e 2,00%, a US$ cents 1045.50/bushel. Os contratos também atingiram a máxima de mais de dois anos nesta sessão.
O mercado teve o dia marcado pela informação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) de que uma venda de 154,40 mil toneladas da soja norte-americana foi realizada mais cedo para destinos não revelados no ano comercial 2020/21. Mas, não houve vendas acima de 100 mil toneladas para a China, conforme os investidores esperavam.
Além disso, o índice de umidade do solo considerado adequado em áreas de soja e milho nos EUA caiu para 50% até o dia 04 de outubro, metade das áreas, sobre 51% na semana anterior, segundo USDA.
Atenção voltada também para a formação do furacão Delta no Caribe e que pode chegar ao sul dos Estados Unidos pelos próximos dias, segundo o Centro de Previsão Meteorológica (WPC), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, sigla em inglês). As previsões também apontam que chuvas isoladas de até 10 milímetros podem impactar pontualmente a colheita no extremo Norte da região produtora nesta semana, apesar do tempo firme continuar atingindo a maior parte da região.
O mercado acompanha o movimento altista da véspera e o plantio lento da safra brasileira de soja 2020/21 que também colaboraram para os ganhos da CBOT.
Por outro lado, a colheita de soja nos Estados Unidos saltou para 38% da área prevista até o dia 04 de outubro, sobre 20% na semana anterior, segundo o USDA.
Enquanto as condições boas/excelentes das lavouras foram mantidas em 64% até o dia 04 de outubro. As áreas com condição regular atingiram 26% e ruim/muito ruim representavam 10%.