No fechamento, às 18 h 24 (horário de Brasília), desta quinta-feira (15), o contrato spot do WTI registrou perdas de 0,19% e foi negociado a US$ 40.96/barril na Bolsa de Nova York.
A commodity repercutiu acompanhamento das imposições de novas medidas de contenção do COVID-19 que voltaram a ser aplicadas na Europa, podendo ocasionar uma sobreoferta do combustível e desequilibrar os preços.
A Organização do Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+) ainda não se pronunciou sobre a manutenção ou ampliação dos cortes da oferta global.
Com o crescimento de casos de contaminação, a Grã-Bretanha anunciou que irá impor restrições sociais mais intensas na capital Londres a partir de amanhã (16). A França, Espanha e Portugal também avaliam medidas mais duras e ampliadas.
Além disso, a preocupação é voltada para os Estados Unidos, epicentro do coronavírus, que segue sem avanços no pacote econômico. O Departamento do Trabalho do país informou hoje que os pedidos de auxílio-desemprego totalizaram 898 mil na semana encerrada em 10 de outubro, bem acima das 845 mil solicitações na semana anterior.
A movimentação técnica de realização dos lucros depois da forte valorização de mais de 2% na véspera também pesou no dia.
Por outro lado, em aspecto positivo, o suporte veio pelos estoques de petróleo norte-americanos que caíram 3,818 milhões de barris na semana encerrada no dia 9 de outubro. O relatório da Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) também apontou que o resultado foi bem melhor do que a queda esperada pelos analistas de 1,9 milhão de barris.
Para o Instituto Americano do Petróleo (API, sigla em inglês), o estocado caiu 5,421 milhões de barris no período, conforme divulgado ontem (14).