Valorização do suíno perde força, mas relação de troca com o milho dobra

Depois de algumas semanas em alta, chegando a patamares históricos, a valorização do suíno vivo perde força e as cotações recuam nas principais praças do país. Segundo indicadores do Cepea Esalq, os preços praticados nesta quarta-feira tiveram queda 1,62% em Minas Gerais e 1,47% em Santa Catarina.

Apesar disso, a variação continua positiva para o mês. A maior valorização foi registrada no Paraná, com alta de 14,10%, seguida por São Paulo, com 12,56%.

A valorização do suíno e as consecutivas quedas no preço do milho dobraram o poder de compra do suinocultor se comparado ao mesmo período do ano passado. Hoje, com a venda de um quilo de suíno vivo é possível comprar 8,43 quilos de milho, base de preço de Campinas (SP). Já em fevereiro do ano passado, o suinocultor não comprava mais de 4,5 quilos com preço de um quilo do suíno.

Segundo analistas, o cenário de preços para o milho é bastante vantajoso para o setor de proteína de animal. O grão já é cotado abaixo de R$ 30,00 em algumas praças do país. Para os próximos meses, a tendência é cair ainda mais com a entrada da safrinha. Só uma quebra na safra americana ou uma valorização do dólar podem interferir neste cenário e elevar os preços do grão.