Rio Grande do Sul não deve ter supersafra de arroz, afirma Irga

Os boatos de uma supersafra de arroz no Rio Grande do Sul tem levado os produtores a negociar o produto a preços mais baixos. No entanto, Tiago Barata, diretor Comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) alerta. “O Irga projeta uma safra de 8,4 milhões de toneladas no Estado, representando uma normalização dos índices de produção após a forte quebra ocorrida na última temporada, longe de uma supersafra, como tem sido noticiada”.

Irga descarta possibilidade de uma supersafra de arroz no RS

Segundo Barata, há, portanto, considerando a mais baixa posição do estoque, uma disponibilidade enxuta de produto, ajustada à demanda interna. “Aguardamos para os próximos dias a consolidação do acordo fitossanitário que deve, finalmente, abrir o mercado mexicano para o arroz brasileiro. Além do México, estamos trabalhando na abertura dos mercados da Nigéria e Rússia”, observa.

De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, o volume de safra disponível para esta temporada é pouco superior a da temporada passada. “Sendo assim, o Brasil colherá 12 milhões de toneladas e, se somado o estoque de passagem, teremos um pouco mais de arroz no mercado que no ano passado”, informa. 

O dirigente afirma que não há qualquer motivo razoável para o enfraquecimento das cotações no mercado, principalmente devido ao fato da colheita ainda não ter avançado, inclusive está atrasada em relação ao histórico. 

Há uma estranheza entre os produtores na sintonia de declarações de parte de setores da cadeia produtiva, totalmente em desacordo com a razoabilidade, constantemente falando em redução de preços, fato que vem causando sensação de indignação e insegurança nos arrozeiros. “Diante desta tática, a Federarroz orienta os produtores que firmem o preço de R$ 43,00 para Fronteira Oeste e R$ 47,00 para Planície Externa, ficando as demais regiões dentro desses limites, na saca de 50 quilos, para que possam selar seus acordos de comercialização”, destaca.