Gargalo logístico persiste no agronegócio

O gargalo de infraestrutura logística ainda persiste no agronegócio, afirmaram lideranças do setor, durante a abertura da Agrishow 2017, nesta segunda-feira (01), em Ribeirão Preto (SP). Segundo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag, as principais empresas que poderiam alavancar obras e investimentos estão envolvidas no lamaçal da Lava Jato, o que acentua o temor em relação ao assunto.

Desafio logístico brasileiro vai além do escoamento da safra

“Exemplo disso é o que vem acontecendo no Mato Grosso, onde o milho está sendo usado para fabricação de etanol, devido às dificuldades de escoá-lo.” O dirigente pontuou que gostaria de ouvir uma voz do governo sobre o tema, o que, nas palavras dele, até o momento não aconteceu. “Vejo que ainda estamos no âmbito do diagnóstico.”

De acordo com David Roquetti, diretor-executivo da Anda, o desafio logístico não se restringe somente ao escoamento da safra, mas também  no que diz respeito à importação de insumos. “Cerca de 80% dos fertilizantes utilizados na agricultura brasileira são importados, e nos últimos anos tivemos prejuízo de mais de US$ 800 milhões com o atraso, estadia dos navios nos portos.” Ademais, segundo João Marchesan, presidente do conselho da Abimaq, também existe o déficit de armazenagem, que precisa ser corrigido.