O faturamento do agronegócio em São Paulo chegou a R$ 276 bilhões em 2016, um crescimento de 7,4% na comparação com 2015. Os dados são do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) em parceria com o Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro).
Em comunicado, a Fiesp destaca que o resultado foi impulsionado pela atividade primária, especialmente pela agricultura, que registrou crescimento de 25,4% no último ano.
“A forte recuperação no ano dos setores de cana e laranja – atividades em que o Estado é líder na produção nacional, com 57% e 73%, respectivamente, de todo o volume produzido no Brasil, aliado à recuperação da confiança do produtor a partir do segundo trimestre do ano passado, foram determinantes para o resultado apresentado no campo”, destaca o comunicado.
Quanto ao segmento industrial “depois da porteira da fazenda” (indústrias de alimentos, celulose entre outras), houve avanço de 5,9% sobre 2015, influenciado especialmente pelo ramo agrícola (6,8%). Observou-se alta no faturamento nas indústrias de café, produtos amiláceos, óleo de soja, açúcar, etanol e fabricação de papeis.
Para a indústria da pecuária, houve recuo de 0,9% no ano. No caso do abate de bovinos, o resultado foi pressionado pela redução de 4,6% nos preços e de 6,3% na produção. A fraca demanda doméstica limitou os preços da carne, e a crise econômica, com inflação ainda elevada e alto desemprego, levou a quedas nos preços reais de todos os elos da cadeia.
O levantamento feito pelas duas entidade apresentou números relevantes para a economia do Estado. Em 2016, a atividade agropecuária gerou quase 2 milhões de empregos formais. Desse total, 17% correspondem à atividade agropecuária (dentro da porteira), 34% à agroindústria e 45% a serviços. O segmento de insumos absorveu cerca de 4%.
