Manter-se apenas com conhecimentos técnicos atualizados (que estão na essência da profissão) não basta mais para inserção e manutenção do profissional de zootecnia no mercado de trabalho. É o que alerta a profa. Dra. Célia Regina Orlandelli Carrer, presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas e da Comissão de Ensino e Pesquisa do CRMV-SP.
Segundo Célia, que também é Docente da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP, os zootecnistas têm papel-chave na melhoria do desempenho técnico dos rebanhos, seja na geração de resultados e na gestão de empresas de todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio.
De acordo com a especialista, buscar complementação da formação em áreas satélites, mas que são exigidas para suprir as necessidades das empresas e do próprio mercado, tais como informática, idiomas, administração e empreendedorismo, passa a ser indispensável. Outro grande desafio para os zootecnistas, destaca Célia, é conciliar a produção agropecuária e agroindustrial com os preceitos de responsabilidade socioambiental. A especialista ressalta que o mercado exige um profissional que venha resolver problemas.
“Muitas vezes, os mesmos podem ser de natureza técnica, mas quase sempre envolvem relacionamentos. Para isso, é importante que os profissionais desenvolvam capacidade de liderança (no sentido de influenciar positivamente o desempenho das pessoas que estão ao seu redor) e que tenham habilidade em trabalhar em equipe.” Segundo Célia, estas características, aliadas à necessidade do desenvolvimento de um perfil pró-ativo (que sabe e anseia buscar soluções) resumem o que se busca no mercado de trabalho.
