O Selo Combustível Social (SCS), emitido pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Seafda) às empresas produtoras de biodiesel, que participam de programa de inclusão social de agricultores familiares, deve ser mantido em razão dos benefícios para o desenvolvimento social rural. É o que defende a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
De acordo com a entidade, pode-se afirmar que o Selo Combustível Social faz do biodiesel brasileiro um biocombustível sustentável em seus três aspectos: econômico, ambiental e social. Esse último aspecto diferencia o produto brasileiro daquele produzido nos demais países produtores, que só observam questões econômicas e/ou ambientais.
Contudo, segundo a associação, há uma ideia em gestação no governo de substituir o Selo por um tipo de fundo setorial, em que as usinas fariam depósitos em função do volume de biodiesel fabricado. Esses recursos seriam geridos por entidades representativas dos agricultores e usados para financiar iniciativas de fomento tanto em nível regional quanto em nível nacional.
Atualmente, a Abiove salienta que o programa do Selo Combustível Social beneficia mais de 70 mil famílias produtoras de oleaginosas e outras matérias-primas utilizadas na fabricação do biocombustível.