Quem trabalha com agricultura em Rondônia já sabe: o verão amazônico castiga. O sol forte e as poucas chuvas são ameaças para o resultado da colheita. Mas não é necessário muito para conseguir uma irrigação precisa. É o que diz o engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) Regional de Ji-Paraná, Antônio Ferreira de Sousa.
A Estação Agrometeorológica foi uma das atrações da Vitrine Tecnológica da 6ª Rondônia Rural Show, encerrada no último sábado (27). ‘‘A estação mede a velocidade do vento, radiação solar, a quantidade de chuva, temperatura e umidade relativa do ar. Esses dados são o que eu preciso para calcular o consumo de água dessas plantas. O que chamamos de evapotranspiração’’, explica o engenheiro agrônomo, que acrescenta: “a medida é importante para o manejo da irrigação. Isso permite que o produtor forneça para a planta apenas a quantidade de água que ela necessita.”
Outro método para otimizar a irrigação é o sistema radicular. De acordo com Antônio Ferreira, é possível controlar a umidade e fertilidade do solo por meio da medição em três profundidades. Desta forma se alcança a informação se o aporte de nutrientes está classificado como ótimo ou deficitário. Outro método ainda mais simples, ressalta o engenheiro agrônomo, é o tanque classe A. “Ele mede a evaporação da água por meio de um parafuso micrométrico existente na parte central do equipamento”, diz.