Iot aplicada ao campo pode melhorar tomada de decisão no agro

A digitalização das propriedades rurais torna os processos de tomada de decisão muito mais rápidos e eficientes, do plantio à comercialização, gerando ao menos 10% de ganhos de produtividade, segundo dados da Bain & Company, ao mesmo tempo em que reduz custos no uso de insumos na comparação com os registros anteriores à implantação dos sistemas digitais. Herlon Oliveira, vice-presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc) e CEO da AgrusData, explica que o processo de digitalização de uma fazenda envolve a instalação de sensores para coleta de dados no solo, maquinários e silos, por exemplo. 

Crédito: Stockexchange

Estas informações, segundo ele, são transferidas instantaneamente para um banco de dados em nuvem, onde serão processadas e transformadas por um software em recomendações específicas e precisas, que serão encaminhadas em tempo real para o agricultor ou gestor da fazenda.

De acordo com Oliveira, por meio da Iot aplicada no campo, o agricultor poderá saber, por exemplo, o quanto de insumo tem que aplicar, em qual talhão e horário; ou ainda se é o momento de acelerar ou parar a colheita; ligar ou interromper um sistema de irrigação; bem como se o silo está cheio e é preciso reorganizar o fluxo de caminhões para retirada da safra. Segundo o dirigente da Abinc, a transformação de uma fazenda offline em uma operação digital é um avanço viável para propriedades dos mais variados portes e segmentos.

No tocante ao gargalo de telecomunicações no campo, Oliveira diz que tecnologias de Wi-Fi de longo alcance, chamadas de LPWAN, já estão disponíveis aos agricultores brasileiros, “resolvendo, e bem, o problema de conectividade”.