Durante reunião realizada com produtores de arroz em Brasília, o Banco do Brasil apresentou as diretrizes para realizar a renegociação das dívidas dos agricultores em relação à última safra. Até a próxima semana deve ser anunciada uma posição oficial do agente financeiro sobre os custeios.
De acordo com o o vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, a proposta do Banco do Brasil era de um pagamento de 30% dos custeios da safra 2017/2018 que vencerão neste ano e com isso concederia três anos de prazo depois do pagamento desta entrada.
“Isto seria uma medida emergencial para que tirasse o compromisso imediato do produtor destes financiamentos e a entrada de 30% seria muito pesada. Solicitamos que fosse de 10% porém o banco argumentou as dificuldades deste percentual menor mas aceitou levar para a diretoria para tentar aprovar esta medida. Esperamos que se chegue a um número de 20% de entrada”, disse, em nota, o dirigente.
Na audiência, intermediada pelo coordenador da Comissão Externa do Endividamento Agrícola, deputado Jerônimo Goergen (Progressistas/RS), o dirigente da Federarroz apresentou as dificuldades relacionadas ao setor arrozeiro gaúcho, que tem convivido com altos custos de produção e preços baixos, além da concorrência desleal do produto oriundo do Mercosul. “Colocamos o contexto da lavoura de arroz e a necessidade de tratarmos as questões estruturais com o governo, mas com o Banco do Brasil tratamos da urgência desta medida para tirar a pressão do mercado com os vencimentos que se aproximam”, ressalta.