O governador de Santa Catarina Eduardo Pinho Moreira esteve reunido com representantes do setor agrícola na sede da Receita Federal, em Brasília, para solicitar a modernização e ampliação na aduana do município de Dionísio Cerqueira. O objetivo é é dar maior vazão no transporte de mercadorias pelo único porto seco do Estado, na divisa entre Santa Catarina e Argentina.

De acordo com Moreira, existem mercadorias que estão paradas no local por falta de estrutura e profissionais. Esse cenário também afeta o escoamento da produção agrícola no Estado. Segundo o secretário de Agricultura, Airton Spies, mesmo a aduana tendo sido reformada recentemente faltam profissionais na área aduaneira e de proteção sanitária.
“Precisamos melhorar os serviços da fronteira, pois Santa Catarina tem uma proposta de trazer o milho do Paraguai e da Argentina, através do corredor do milho, entrando em nosso Estado por Dionísio Cerqueira. Com este corredor, o local receberia mais 150 caminhões todos os dias, condição que a estrutura atual não comporta”, afirmou.
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Moreira explicou que o milho que chega ao Estado atualmente vem do Centro-Oeste, ou seja, percorre um trecho de 2 mil quilômetros, o que encarece o produto que é essencial para o agronegócio catarinense. “O milho vindo do Paraguai, passando pela Argentina e entrando por Dionísio Cerqueira, diminui a distância em mil quilômetros, e isso diminui o preço”, comparou.