Com queda no volume produzido e aumento nas aquisições de fertilizantes, a oferta do produto cresceu o mercado interno em 2017. No ano passado, o Brasil gastou US$ 7,781 bilhões com importações de matérias-primas e produtos intermediários para fertilizantes, elevação de 20,17% na comparação com 2016.

“A forte dependência das importações de fertilizantes e matérias-primas destinadas à produção de fertilizantes, constitui, na atualidade, a principal fragilidade do agronegócio brasileiro”, destaca o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
No ano passado, as vendas de fertilizantes no Brasil totalizaram 34.438 mil toneladas de produtos, volume que representa pequena expansão (+1,04%), em relação ao mesmo período do ano anterior. A colheita recorde do ano passado possibilitou a recomposição de estoques globais, afetando a cotação das commodities nas bolsas internacionais, o que desestimulou a decisão de ampliar o investimento nas lavouras, afirma o diretor do IEA Celso Luís Rodrigues Vegro.
Para o pesquisador, embora o aumento no volume total tenha sido pouco relevante, alguns estados apresentam percentuais bastante expressivos, como São Paulo, que responde pela maior fatia da produção do segmento sucroenergético, e investiu, em 2017, + 6,2% na compra de fertilizantes; ou os estados das regiões Norte e Nordeste, fronteira de avanço do cultivo de grãos, que alavancaram a demanda por fertilizantes em + 4,1%, quando comparados aos volumes adquiridos no ano anterior.