Com a alta dos insumos utilizados na pecuária leiteira, principalmente o milho, aliados a preços cada vez menores, os pecuaristas de Santa Catarina se mostram preocupados com o atual cenário da atividade no Estado.

Segundo o secretário da Agricultura Airton Spies, a queda nos preços pagos ao produtor, em especial a partir do segundo semestre de 2017, se deve principalmente a um desequilíbrio entre oferta e demanda. Com uma grande oferta de leite e derivados no mercado e uma queda no consumo devido à redução na renda de milhares de famílias brasileiras, os preços do leite despencaram.
Já com uma tendência de aumento nos preços, observada em maio, o setor tem grandes desafios pela frente. De acordo com o secretário Spies, as perspectivas para a produção leiteira são positivas, com expectativa de aumento no consumo em todo o mundo.
“Para o crescimento consistente de sua produção de lácteos, o Brasil precisa conquistar o mercado externo. E para isso, ainda temos muito dever de casa a fazer. É preciso combinar três fatores: produto de alta qualidade, produzido a custo baixo e organizado em uma cadeia produtiva com logística eficiente. É o tripé que sustenta qualquer atividade econômica sob regras de livre mercado. Não há como imaginar que o Brasil se torne um player importante no mercado mundial de lácteos sem satisfazer essas premissas”.
A produção de leite vem numa crescente em Santa Catarina e em dez anos, o estado ampliou em 82% a sua capacidade produtiva – chegando a 3,1 bilhões de litros produzidos em 2016. Atualmente, Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do país e estimativas da Epagri/Cepa apontam para uma produção de 3,4 bilhões de litros de leite em 2017.