A exportação de animais vivos está em expansão no Brasil. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país movimentou mais de R$ 1,2 bilhão em 2017, com a exportação de cargas vivas, totalizando 22 milhões de animais, com destaque para os bovinos.
No entanto, como toda venda de itens agropecuários para o exterior, a exportação de animais vivos precisa seguir uma série de normas. Confira abaixo alguns procedimentos elaborados pela Confederação Nacional do Transporte sobre o comércio de cargas vivas.
Primeiramente os animais saem dos locais de criação e são encaminhados para um EPE (Estabelecimento de Pré-Embarque), propriedades rurais aprovadas pelo Ministério da Agricultura. No local, veterinários efetuam a verificação dos requisitos sanitários estabelecidos pelo país importador. Atualmente, no Brasil, há 41 EPEs em seis estados. Além disso, é feita a verificação sobre a origem dos animais, voltada à certificação sanitária, e a preparação da carga viva para o transporte.
Esses procedimentos integram a denominada quarentena pré-embarque. Passada essa etapa, os veterinários emitem um documento denominado Aczi (Autorização para Emissão do Certificado Zoossanitário Internacional), que libera os animais para serem transportados.
O caminhão, então, é lacrado pelo veterinário e segue em direção aos portos, onde o veículo é pesado e deslacrado também por veterinários do Ministério da Agricultura. Esses profissionais fiscalizam a transferência dos animais do caminhão para o navio. Se tudo estiver em conformidade com os normativos, os veterinários expedem o certificado zoossanitário internacional para a exportação dos animais.