As importações chinesas de produtos norte-americanos desaceleraram em outubro, totalizando cerca de US$ 75,5 bilhões no ano, segundo dados alfandegários do gigante asiático. Com isso, há o risco de a meta anual de mais de US$ 170 bilhões não ser atingida.
A China precisaria comprar nos meses de novembro e dezembro mais de US$ 96 bilhões em produtos para bater a meta, conforme acordo comercial assinado no início do ano entre os dois países.
Dentre os produtos importados, os de energia tiveram queda representativa no último mês, com recuo próximo de 60% nas compras de petróleo bruto, segundo os dados. Por outro lado, houve alta expressiva nas compras de soja e aeronaves.
A eleição do democrata Joe Biden segue no radar dos especialistas com foco no acordo comercial e, segundo agências internacionais, o novo governo pode não revisar o acordo, seguindo com a tensão entre as duas maiores economias do mundo.
Os EUA podem, inclusive, proibir as compras de seus produtos de 89 empresas aeroespaciais e outras companhias chinesas.