É preciso vontade política para enfrentar burocracia, diz CNA

Ao participar de seminário sobre desburocratização no agronegócio, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), disse, que devido à renovação no congresso observada neste ano, existe um horizonte de oportunidades para modernização dos procedimentos do Estado brasileiro.

“A CNA acredita que, para avançarmos em competitividade, precisaremos de vontade política para enfrentar o problema da burocracia”, destacou, Martins.

O presidente da CNA falou que cada vez que o país passa por uma crise econômica severa evidenciam-se os problemas relacionados ao Custo Brasil, como alta carga tributária, deficiências de infraestrutura e logística e a elevada burocracia nos serviços públicos prestados aos cidadãos.

Martins também citou um estudo do Banco Mundial para dizer que apesar de ser uma das dez maiores economias mundiais, o Brasil ocupa a 125ª posição entre 190 países com maior facilidade para fazer negócios. “Essa classificação mostra um ambiente pouco amigável à atuação da iniciativa privada em nosso país”.

Também presente no encontro, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo afirmou que o agronegócio é um dos setores mais prejudicados com o excesso de burocracia, pagando pelo menos 15 tributos. Disse, ainda, que o setor produtivo em geral perde, em média, mais de R$ 162 bilhões por ano com a ineficiência do Estado.

Ele informou que o Tribunal está fazendo um trabalho de médio e longo prazo para identificar os principais gargalos burocráticos de segmentos produtivos, como indústria, transportes e agronegócio, entre outros. Os primeiros resultados devem ser apresentados ainda neste ano. No setor agropecuário, um dos pontos que estão sendo tratados é o crédito rural.