Milho finaliza a sessão em alta expressiva na B3

No fechamento desta sexta-feira (1011 às 17 h 01 (horário de Brasília), o contrato de novembro do milho cotado na Bolsa Brasileira registrou ganhos de 1,80% e foi negociado a R$ 59,78/saca (no pregão anterior fechou a R$ 58,72/saca). Enquanto o março subiu 1,50%, a R$ 59,38/saca (sobre R$ 58,50/saca).

O mercado teve o dia marcado pelo viés altista da véspera, prêmios firmes e oferta interna limitada.

Os ganhos do câmbio nesta tarde também influenciaram o fechamento do dia do cereal na B3. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato spot da soja subiu 18,50 pontos e o milho, 3,50 pontos, apesar da queda de 6,25 pontos no trigo mole.

Além disso, a Consultoria DATAGRO apontou ontem (10) que a comercialização do milho de inverno da safra 2020/21 no Centro-Sul do Brasil atingiu 76% da produção esperada até o dia 04 de setembro.
As vendas estão mais aceleradas do que o mesmo período de 2019, que atingiu 70% e da média de cinco anos (67%).

O mercado também se atenta às atualizações do La Niña com possíveis chuvas acima da normalidade para áreas do Centro-Norte do Brasil entre dezembro deste ano e fevereiro de 2021. Apesar do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontar tempo seco e baixa umidade para a maior parte do Brasil Central nos próximos dias, favorecendo os trabalhos de colheita da safra de inverno.

Por outro lado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) apontou há pouco que a produção do cereal brasileira da safra 2019/20 foi estimada em 102 milhões de t em setembro, acima da expectativa de 101,2 milhões de t e 101 milhões de t em agosto.