Produtores de tabaco elevam renda com diversificação de culturas

A utilização da diversificação de culturas nas lavouras de tabaco do Santa Catarina rendeu aos produtores locais um ganho de R$ 190,7 milhões no faturamento do setor. Os dados foram apresentados pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco).

A rotação de culturas é uma ação prevista dentro do Programa Milho, Feijão e Pastagens. Neste ano, após a safra de tabaco, os produtores catarinenses cultivaram 55.619 hectares, entre milho, feijão, soja e pastagens, com rendimento estimado de R$ 190,7 milhões.

Segundo dados levantados pelo sindicato, os produtores semearam 35.097 hectares de milho e 4.915 hectares de feijão. A produção de milho foi de 266.737 toneladas – considerando o preço médio de R$ 570 por tonelada, o total da safrinha catarinense chegou R$ 152 milhões. Em relação ao feijão, a safra foi de 12.779 toneladas e preço médio de R$ 1.945 por tonelada, o rendimento foi estimado em R$ 24,9 milhões. O levantamento apontou ainda mais de 12 mil hectares de pastagens e 3.394 hectares de soja, com um faturamento aproximado de R$ 13,8 milhões.

Em 2018, o levantamento das estimativas de renda do Programa Milho, Feijão e Pastagens nas regiões produtoras dos Sul do País – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – mostrou que o plantio de grãos na resteva do tabaco rendeu em torno de R$ 550 milhões aos produtores. Foram cultivados 110.948 hectares de milho e 17.377 hectares de feijão, com expectativa de rendimento de R$ 414,2 milhões para o milho e R$ 68,3 milhões para o feijão.

Os produtores de tabaco cultivam também outros grãos após a colheita, com destaque para a soja que rendeu em torno de R$ 67,5 milhões nos 18.364 hectares plantados. Em relação às pastagens, o levantamento contabilizou 40.391 hectares nos três estados.