Tabela do frete irá gerar prejuízo de US$ 5 bi para o produtor de grãos

A tabela de preços mínimos para o frete rodoviário irá provocar um prejuízo de US$ 5 bilhões para o produtor rural brasileiro, principalmente de soja e milho, em 2019, devido ao efeito cascata do aumento dos custos logísticos, apontam cálculos da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), apresentados pelo diretor-geral da entidade, Sérgio Mendes, em evento de encerramento de ano da associação, realizado na última semana em São Paulo (SP).

Segundo Mendes, o tabelamento já gerou, neste ano, um aumento de US$ 2,4 bi nos gastos logísticos do exportador, e quem vai sofrer mais em 2019 será o produtor.

Para ilustrar seu raciocínio, o dirigente mostrou, por exemplo, que um frete médio de Rio Verde (GO) ao porto de Santos (SP) subiu de RS 170 a tonelada no cenário pré-tabela para R$ 235 após o tabelamento. “Este é um aumento que o setor produtivo não tem a menor condição de assumir, até porque historicamente a logística é o nosso ponto fraco de competitividade.”

De acordo com Mendes, além de carta encaminhada ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, solicitando a revogação da tabela, a Anec irá conversar com a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na próxima reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp, agendada para segunda-feira (03), para tratar da questão.