Uma estratégia de Estado estruturada pelo ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues e entidades do agronegócio vem sendo apresentada aos candidatos à presidência da República como principal eixo para transformar o País no campeão mundial em produção de alimentos. Chamado de “Plano de Governo para o Agro Brasileiro”, o documento, apresentado nesta semana [quarta-feira, 19] na sede da SRB, em São Paulo (SP), reúne propostas para posicionar o setor em seis diferentes pontos: fundamentos, governança, mercado, inovação, sustentabilidade e imagem.
As propostas, segundo Rodrigues, compreendem sugestões a serem implementadas nos próximos 12 anos: “Não é um plano de governo para o próximo presidente, é uma estratégia de Estado de longo prazo”, explicou o ex-ministro. Entre os desafios macroeconômicos estão a realização das reformas tributária e previdenciária, a eliminação de todos os tributos incidentes sobre exportações e sobre investimentos do agronegócio, além da vigência de regras que priorizem o livre funcionamento dos mercados.
O plano também reúne medidas para aperfeiçoar e modernizar a política agrícola, estratégias para fortalecer a presença do setor no mercado externo, assegurar práticas sustentáveis dos meios de produção, segurança jurídica, implementação de tecnologia no campo, investimento em logística, defesa agropecuária, educação e agroenergia.
Ainda de acordo com Rodrigues, as propostas do plano ajudarão o Brasil a ampliar sua produção de alimentos em até 41% nos próximos dez anos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), as projeções de crescimento no País serão fundamentais para atender a demanda global até 2027. “Não haverá paz onde houver fome, vamos transformar o Brasil no campeão mundial da paz”, disse Rodrigues.
Para que a estratégia funcione, Rodrigues propõe debater segurança alimentar com uma visão mais ampla, incluindo a participação de todos os setores da economia e envolvendo a sociedade urbana. “Esse não é um conjunto de propostas para o agro, é uma oferta do agro para todos os brasileiros”, explicou o ex-ministro.