A Aprosoja Brasil irá elaborar ainda neste semestre um manual de boas práticas para orientar os sojicultores a se adequarem às exigências dos mercados consumidores internacionais. A proposta foi discutida nesta quarta-feira (22), em Brasília, durante reunião entre representantes da Aprosoja Brasil, Aprosoja Mato Grosso, Embrapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove).
“O objetivo deste manual de boas práticas será preparar os produtores a prevenir problemas futuros, como a evitar a presença de sementes de ervas daninhas tóxicas, garantir níveis de resíduos de defensivos adequados nas cargas de soja embarcados. Desta forma, fugiremos de restrições nos mercados internacionais”, diz o diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa.
De acordo com a engenheira agrônoma Roseli Giachini, do núcleo de defesa agropecuária da Aprosoja Brasil e vice-presidente da Aprosoja/MT, um dos temas debatidos no encontro e que devem ser incluídos no informativo é o atendimento às melhores técnicas de aplicação de defensivos, para garantir níveis aceitáveis de resíduos na soja colhida.
Roseli cita como exemplo o herbicida Paraquate, cujo nível de resíduo aceito é baixo na União Europeia, porque o produto não está mais registrado. Segundo ela, como se trata de um produto importante para a produção de soja brasileira, é preciso que sejam tomados cuidados para que a aplicação não ultrapasse os limites permitidos.