O Plano Safra 2017/18 terá redução de um ponto percentual ao ano de juros nas linhas de custeio e de investimento e, de dois pontos percentuais ao ano nos programas prioritários voltados à armazenagem, como o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), cuja taxa ficou em 6,5%.

O corte dos juros do PCA, que caiu 2%, é considerado positivo pelo presidente da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Christiano Bortolotto. “No entanto, é preciso ponderar que uma redução maior poderia trazer ainda mais benefícios à cadeia produtiva, visto que a construção de armazéns acontece em longo prazo. Desta forma, temos uma necessidade de um recurso mais longo. Mesmo assim, acreditamos que essa redução vai incentivar a ampliação de investimentos em armazenagem, que é um grande gargalo da nossa agricultura.”
Segundo o dirigente, no Brasil, temos uma capacidade de armazenagem muito aquém da necessidade. “Em Mato Grosso do Sul, por exemplo temos uma capacidade de armazenar 50% de tudo o que o Estado produz de grãos em um ano safra, e isso é um gargalo que é difícil de resolver.”